As aulas online passaram a fazer parte da rotina dos professores por causa da pandemia causada pela Covid-19. Se no início a grande preocupação era aprender a dominar tecnicamente a plataforma de transmissão, agora, novos desafios estão se apresentando para docentes de todo o mundo.  Tornar o conteúdo acessível, garantir o aprendizado remoto e prender a atenção dos alunos são preocupações diárias desses profissionais.  Com a retomada das aulas presenciais, o modelo de ensino híbrido começou a ser adotado pela maioria das escolas e, com isso, os professores precisarão se reinventar novamente. A partir de agora, as exposições em sala passam a ser divididas tanto para o público que está presente, quanto para os que assistirão remotamente. Para atender ambas as demandas, o docente precisará ter, acima de tudo, criatividade. Quanto mais buscar surpreender, mais atrairá o alunado para si. 

Para o professor autor do Sistema GGE de Ensino Hudson Ribeiro, a palavra de ordem tem sido “diversificar”.

Procuro, mesmo nas aulas regulares, dar uma variada, trazendo para as turmas uma aula de música, vídeos que tenham a ver com o tema trabalhado, além de tirar alguns minutos para bater um papo informal com os alunos, só pra sair um pouco da rotina e descontrair. Tenho até criado sotaques e personagens ou me fantasiado de algumas figuras conhecidas da juventude. Nesse processo que estamos vivenciando, sair do corriqueiro é muito bem-vindo. Até mesmo vídeos que contenham alguma grande lição, uma ‘moral da historia’ valem a pena ser compartilhados. O contexto emocional tem se mostrado cada vez mais necessário em nossa nova realidade”, comenta.

A gestora do Ensino Fundamental 2 do Colégio GGE, Nathalia Figueiredo, diz que nesse momento onde todo o sistema de educação está migrando para o formato híbrido os professores precisam ter um maior planejamento das aulas, sempre lembrando que esta é uma geração imediatista, onde tudo que desejam está online e pode ser acessado sob demanda. “A aula por si só não consegue trazer esse contexto. A geração de hoje é uma geração participativa, então, os professores precisam usar a tecnologia a seu favor. Os alunos buscam competições, jogos, desafios, o modo lúdico. É este um diferencial que está funcionando nas aulas remotas e que precisa ser aprimorado no modelo híbrido”, diz.

A tecnologia tem sido uma aliada do professor de matemática Hugo Oliveira. Desde que começou a utilizar o site Geogebra.org os alunos passaram a ter mais interesse e a participar mais ativamente das aulas. “É muito mais fácil entendermos aquilo que a gente constrói. Quando estamos com a mão na massa conseguimos fazer algo melhor. Na geometria, por exemplo, começamos a enxergar a diferença que as medidas fazem. Com isso, o feedback das aulas está sendo maravilhoso”, relata.

Vale lembrar que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já dava sinais de grandes mudanças com a imposição de introdução de elementos tecnológicos em sala de aula. Além de constar nas competências gerais, a tecnologia também é citada entre os direitos de aprendizagem e desenvolvimento da Educação Infantil e nas competências específicas de área nos Ensinos Fundamental e Médio, bem como nos respectivos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e habilidades.

Além do uso da tecnologia, as aulas precisam ainda ser pensadas de maneira que haja interação para os alunos que estão assistindo remotamente e para os que estão presencialmente. De acordo com o gestor de Ensino Médio do GGE Paissandu, Glaumo de Sá Leitão, seja no ambiente escolar ou em casa, as atividades precisam ser pensadas levando em consideração ambos os públicos e suas realidades. “O maior cuidado é que não haja diferença para o aluno que está em casa e o que está em sala de aula. Estamos orientando os professores que sigam usando jogos e realizando atividades que mexam tanto com os alunos que estão em casa, como com os que estão presentes na sala de aula”, enfatiza.

Independentemente do formato e da tecnologia escolhida pelo professor, é preciso testar as ferramentas, os processos e medir a aceitação dos alunos. Como se trata de uma realidade nova para todos os envolvidos, a troca de experiências entre profissionais pode ajudar a superarmos juntos mais esse desafio do novo normal da educação. 

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