Entender educação financeira desde cedo vai além da resolução de uma simples questão de matemática. O assunto envolve conhecimentos em orçamentos, investimentos, poupança previdência social e muito mais. Afinal, esses assuntos irão refletir no futuro de cada estudante e até colaborar para que se tornarem adultos mais responsáveis com suas finanças e com as economias da família.

Para os especialistas, o estudo da educação financeira na escola é a chave para uma sociedade mais consciente e capaz de promover o desenvolvimento social e econômico de uma comunidade. “Acredito que um estudante que vive esse processo de aprendizado se torna mais autônomo, crítico e seguro”, assegura Sílvia Bessa, coordenadora editorial do projeto de eletivas 2022, do Sistema GGE de Ensino.

De acordo com Sílvia, existem diversas pesquisas sobre o tema. Uma delas, do SPC Brasil, mostra que 45% dos brasileiros não sabem controlar suas próprias finanças e que 31% dos consumidores são inseguros para lidar com dinheiro. São números que têm relação direta com o nível de endividamento de um país.

Sílvia Bessa acredita que a educação financeira pode mudar esta realidade. “Um jovem ou uma criança que começa a estudar desde cedo sobre educação financeira vai aprender a lidar melhor com a própria economia, e, no futuro, com a economia da família ou do meio corporativo do qual venha a fazer parte. Penso que o aprendizado por meio da educação financeira serve como base sólida para a vida adulta. Ensina a ter responsabilidade e metas, e a planejar o futuro”, afirma.

Silvia Bessa

Educação financeira integra eletivas do Sistema GGE de Ensino

A educação financeira pode ser abordada de forma específica e aprofundada em componentes curriculares, como as disciplinas eletivas, em que há uma apresentação de rica teoria e oportunidades de práticas para o aluno. A eletiva “Faz um Pix”, por exemplo, é um laboratório completo, que trata desde modelos de poupança e gerenciamento de dívidas até modos de aplicação das reservas financeiras.

Além desta eletiva, a educação financeira pode ser trabalhada na escola de forma interdisciplinar, em aulas de disciplinas diversas, desde Matemática até História. “É um campo vasto de aplicação em atividades pedagógicas que trabalham questões socioemocionais, como o Projeto “Fora da Caixa”, ou aqueles que desenvolvem a criatividade, como o Projeto “Deixa Comigo”, exemplifica.

O projeto “Fora da Caixa” trabalha as habilidades socioemocionais do aluno, tendo o conteúdo programático como ponto de partida. Já o Projeto “Deixa Comigo” apresenta uma situação-problema e provoca o aluno a pensar como o resolveria, também tendo o conteúdo da formação geral básica como referência.

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